Alberto Teixeira - Pinto, Logo Existo 28 de outubro a 27 de novembro de 2009

 
Alberto Teixeira é a próxima exposição que abre no dia 27 de outubro, terça-feira, na Galeria Berenice Arvani. Uma mostra antológica com obras dos anos 50 aos anos recentes e fica em cartaz até 27 de novembro. Serão apresentadas 40 obras: cerca de 20 em papel dos anos 50 em pequenos formatos - todas abstratas geométricas, e 20 das décadas de 60, 70, 80 e 90, até o ano 2000, essas em grandes formatos - abstratas líricas informais, com curadoria do jornalista e crítico de arte, Celso Fioravante.
 
Na Galeria Berenice Arvani serão apresentadas a época geométrica de Teixeira, época esta que ele participou ativamente do Atelier Abstração, primeiro grupo de artistas do Brasil a adotar a linguagem abstrata geométrica e que era conduzido por Samson Flexor, que se tornou amigo de Alberto Teixeira. 
 
Teixeira possui um trabalho que se caracteriza por uma busca interior. Assim, o artista escolheu o desenho e a pintura, pois estas linguagens lhe serviam como registro psicológico. Ao refletir sobre a arte, disse o artista: “A arte, como a vida, é um caminhar para um mar desconhecido, um mar de surpresas, de deslumbramentos e de perigos. Desse mar desconhecido ilumina ou desvenda o artista pedaços, pois o artista é um iluminador, um desvendador. Ele traz à luz o que estava na obscuridade, torna conhecido o que era desconhecido do imenso desconhecido real que nunca é totalmente desvendado. A arte representa uma das facetas da luta para desvendá-lo e, por isso, é multiforme e em incessante evolução, em sempre renovados esforços para apreender a sua fugidia e complexa verdade, uma verdade que não está e não está nas aparências e que diz respeito a algo que é ao mesmo tempo visível e invisível, material e espiritual”
 
Naturalizado brasileiro nasceu em Portugal, em São João do Estoril, em 1925. Estudou na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, de 1947 a 1950. Nesta época, sua obra era figurativa, fauvista e expressionista. Mudou-se para São Paulo em 1950, após uma viagem pela Espanha e França, vivendo nesta cidade até 1973, quando se transferiu para Campinas (SP). Participou do Atelier Abstração entre 1953 e 1956, participando de mostras coletivas do grupo. Na época, influenciado por Samson Flexor, seu mestre e amigo, se tornou abstracionista geométrico. Entre 1956 e 1958, viveu na Europa, onde teve contato com o abstracionismo lírico que, segundo Teixeira, correspondia mais à sua índole de artista, e que iria marcar todo o seu trabalho posterior.

No início dos anos setenta se dedicou ao ensino, em diversas instituições, e aos estudos teóricos. Voltou a produzir nos últimos anos desta década, com alguns desenhos a lápis sobre folhas de jornal, unindo seu mundo interior à realidade histórica das notícias. Ao mesmo tempo, fazia desenhos mesclando o bico de pena à aquarela. Esta fase possui, segundo Mário Schenberg, a musicalidade de seu período abstrato geométrico, ao mesmo tempo em que mantém o mistério cósmico de suas obras abstratas expressionistas.
 
O artista participou das II, III, V, VII e VIII Bienais de São Paulo, e recebeu o 1º Prêmio Esso de Pintura, e o 2º Prêmio Leirner de Pintura.



 
Curadoria: Celso Fioravante



Paisagem
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 18 x 13 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 10 x 19 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 25 x 12 cm
 
Um poeta
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
 Paris, Novembro 1956
 28 x 25 cm
 
Estudo para
personagem
Bico de pena, 
aquarela e nanquim
colorido sobre papel
1951, 18 x 14 cm
 
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
Anos 50
37 x 18 cm
 
Figura
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1956, 33 x 18 cm
 
Madrilenha
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
Setembro 1956, 22 x 21 cm
 
Composição com figuras
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1956
20 x 40 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 13 x 13 cm
 
Estudo para Santa Ceia
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
Anos 50, 11 x 13 cm
 
Estudo para Santa Ceia
Desenho á lápis
sobre papel
Anos 50, 9 x 12 cm
 
Composição Linear
com quadrados
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
Anos 50, 29 x 29 cm
 
Composição Linear
Nanquim colorido
sobre papel
1953, 28 x 28 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 12 x 11 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
colorido sobre papel
1953, 12 x 12 cm
 
Estudo para tela
Cromatismo I
Aquarela sobre papel
1955, 13 x 13 cm
 
Estudo para a tela
Cromatismo I
Aquarela e Nanquim
sobre papel
1955, 13 x 13 cm
 
Composição - Estudo
Aquarela e Nanquim
Colorido Sobre Papel
1953, 10X10,05 cm
 
Cromatismo III
Óleo sobre Tela
1955, 64 X 72 cm
 
Estudo para
Cromatismo II
Aquarela e Nanquim
Colorido sobre Papel
1953,12 x 22 cm
 
Composição - Estudo
 Aquarela e Nanquim
Colorido sobre Papel
1956, 29 x 17 cm
 
Tema com Laranja,
Amarelo e Azul
Óleo sobre tela
1970 -  81 x 81 cm
 
Tema com Vermelho,
Amarelo e Azul
Óleo sobre tela
1970 - 116 x 89 cm
 
Grande Contrastante
Óleo sobre Tela
1970
150 x 195 cm
 
Pintura 2
Série 80-81
Óleo sobre Tela
1980, 100 x 100 cm
 
Pintura 15
Série 80-81
Óleo sobre Tela
100 x 82 cm
 
O Vermelho e
o Verde Nº20
Óleo sobre Tela
1986, 65 x 82 cm
 
O Vermelho e
o Verde nº22
Óleo sobre Tela
1986, 20 x 120 cm
 
Apologia do Verde
 Óleo sobre Tela
1989
81 x 100 cm
 
Configurações
sobre Claro
Óleo sobre Tela
1997, 81 x 65 cm
 
União
 Óleo sobre Tela
1997
81 x 65 cm
 
Vermelho com Grande
Claro Contrastante
Óleo sobre Tela
1995, 120 x 120 cm
 
Díptico Campos
Contrastantes
Óleo sobre Tela
1997 / 2000
146 x 146 cm
 
Unidade Repartida
Óleo sobre Tela
1999
100 x 100 cm
 
No Mundo da Lua
 Óleo sobre Tela
2000
146 x 146 cm
 
Auto-Retrato
Óleo sobre Tela
1950
36,5 X 24,5 cm
 
Remoinho
Óleo sobre Tela
1997 / 2000
146 x 146 cm 
 
Desenho para Tapete
Aquarela e Nanquim
Colorido sobre Papel
1954, 20,5 x 14,5 cm
 

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