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Rubem Valentim |
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Rubem Valentim Pinturas, esculturas e relevos
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visitação
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Abertura: dia 26 de novembro de 2007, segunda-feira, às 20h00
Período expositivo: de 27 de novembro a 11 de janeiro de 2008
Horários: de segunda a sexta, das 10 às 19h00
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a exposição
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Exibição antológica
A exposição com 50 obras exibe majoritariamente pinturas, seguidas de esculturas e relevos produzidos pelo artista de 1941 até sua fase final, na década de 1990.
Rubem Valentim participou de 47 individuais e 144 coletivas, com a passagem por nove Bienais de São Paulo, duas Bienais de Veneza e, entre outras importantes exposições, por oito edições do Panorama da Arte Brasileira, promovida pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Conhecido pelo construtivismo intuitivo, segundo conceituação do crítico italiano Giulio Carlo Argan, o artista está presente em coleções particulares e públicas na Itália, Suíça, França, Canadá, Nigéria e Colômbia. Sua obra referencial é conferida ainda em salas especiais permanentes na Pinacoteca do Estado e no Museu de Arte Moderna da Bahia. A produção de Rubem Valentim marca presença também em espaços públicos de destaque como a Praça da Sé, em São Paulo, e no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Das bienais ao desfile de Carnaval
O escultor, pintor, gravador e professor Rubem Valentim nasce em Salvador em 9 de novembro de 1922. Inicialmente pratica a profissão de dentista, mas dedica-se a partir de 1940 às artes. Em 1947, o seu nome é associado ao movimento renovador das artes visuais em torno da revista "Caderno da Bahia", ao lado de Mário Cravo Junior, Raimundo de Oliveira, Carlos Bastos e outros artistas e escritores.
Em 1949, realiza a primeira coletiva e, em 1954, ganha individual, ambas em Salvador. Mesmo com formação também em jornalismo (escreve sobre artes visuais), Rubem Valentim centra-se na vida de artista. A qualidade de seus trabalhos logo é reconhecida e participa aos 33 anos, em 1955, da terceira edição da Bienal de São Paulo. Em 1957 muda-se para o Rio de Janeiro onde vive e produz até 1963.
No ano de 1961 casa-se com a artista Lúcia Alencastro (1921-1995), pioneira em arte-educação no Brasil. Na década de 1960, recebe vários prêmios, incluindo o que lhe possibilita viajar e estudar na Europa, além de participação na Bienal de Veneza. Mostra grande interesse pela arte negra e, em 1966, participa do 2º Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal.
Entre 1974 e 1975 é assunto de dois documentários realizados pelos críticos Frederico Morais e Aécio Andrade. Em 1976, publica o peculiar "Manifesto ainda que tardio: depoimentos redundantes, oportunos e necessários".
"Com o peso da Bahia sobre mim - a cultura vivenciada; com o sangue negro nas veias - o atavismo; com os olhos abertos para o que se faz no mundo - a contemporaneidade; criando os meus signos-símbolos procuro transformar em linguagem visual o mundo encantado, mágico, provavelmente místico que flui continuamente dentro de mim", escreve.
Na década de 1980 divide residência entre São Paulo e Brasília. Sua obra ganha repercussão popular, em 1989, onde réplicas de seus objetos-emblemas são vistos no desfile da Escola de Samba Unidos da Tijuca. Em 30 de novembro de 1991 morre em São Paulo. Nos anos seguintes, a obra do artista passa por exposições marcantes como "Negro de Corpo e Alma", "Mostra do Redescobrimento", "Trajetória da Luz", entre outras.
Concretismo comentado
"Nunca fui concreto. Tomei conhecimento do Concretismo através de amizades pessoais com alguns dos integrantes desse movimento. Mas logo percebi, pelo menos entre os paulistas, que o objetivo final de seu trabalho eram os jogos óticos e isto não me interessava. Meu problema sempre foi conteudístico (a impregnação mística, a tomada de consciência dos valores culturais de meu povo, o sentir brasileiro). Claro, mesmo não tendo participado do Concretismo, percebi entre seus valores a idéia da estrutura que se adequava ao caráter semiótico de minha pesquisa plástica. Mas posso dizer que sempre fui um construtivo", afirma Rubem Valentim.
Reynaldo Jardim escreve no texto "Mestre Valentim: Um Feiticeiro", em 1987: "Convertido em geômetra, começou a construir uma sintaxe que acabou eclodindo na síntese signográfica perfeita da cultura popular e das artes eruditas. E seu trabalho passa, com louvor, pelo crivo das análises críticas do construtivismo ao mesmo tempo que traduz as raízes mais profundas, mais tradicionais e contemporâneas da civilização brasileira. Quer em um museu formalista da Europa, quer no espaço esotérico do candomblé, sua arte pulsa pelo rigor da plasticidade, pelo vigor da magia. Sem dúvida, trata-se de um bruxo requintadamente sofisticado, de uma artista culto radicalmente feiticeiro".
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