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Hélio Nomura |
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HELIUM 2 Arte Digital / 3D
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visitação
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Abertura: 03 de março 2009 as 19:00 horas
Período expositivo: de 04 a 20 de março 2009
Horário: segunda a sexta, das 10:00 às 19:00 horas
Entrada franca
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a exposição
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Nomura grita pelas ecologias
com sua arte digital e em 3D
“Daqui para a frente, são as ciências
e a tecnociência que abrem mais
perspectivas, que inventam o futuro,
que mudam o presente e a vida, que
inspiram os criadores .”
Depois de apresentar parcela de sua produção mais recente, em arte digital e em 3D, na Pinta 08 - The Modern & Contemporary Latin American Artfair - no Metropolitan Pavilion / 125 W 18th Street / New York, em novembro de 2008, o artista Hélio Nomura exibe pela primeira vez, em São Paulo, a série intitulada Helium2.
É a estréia de um conjunto significativo destas obras, que sinalizam o processo no qual este artista, natural da província japonesa de Aichi, 51 anos incompletos, troca os pincéis, telas e tintas convencionais pelo uso dos processos digitais e impressões de última geração.
Com relação aos métodos computacionais, não se considere novidade no inquieto e dinâmico circuito contemporâneo das artes visuais. Num tempo, em que prepondera o tripé criatividade-tecnologia-inovação, com plataformas que incluem browse, arte em telefonia móvel, arteweb e congêneres que movimentam jovens e adultos em suas expectativas estéticas, Nomura se destaca, sim, pelo resultado de suas ousadias. Em seu caso, a obra é tão surpreendente quanto o impacto causado por um esquimó, que desenvolvesse arte tropicalista.
As obras, que Nomura apresenta na Galeria Berenice Arvani, responsável por sua inserção na feira de arte latino-americana de New York, refletem o caleidoscópio de experiências que ele assumiu com as possibilidades tecnológicas e de armazenamento de informações somada aos conhecimentos que - no presente - qualquer um pode obter, em qualquer parte do mundo, sobre questões e criações tão díspares quanto pixels, mogways, gremlims ou os incríveis seres de filmes de animação, como o japonês A Viagem de Chihiro . Ou ainda referências, aparentemente esquecidas, como o estilo kitsch ou a estética tropicalista condimentada com temperos lisérgicos. Psicodelia, alucinações provocadas pelo peyote, LSD 25 ou através de viagens astrais são menções que afloram, quando se busca decifrar a obra híbrida e pulsante de Nomura.
Colagem info-digital, desenvolvida com programas básicos de computação gráfica, os resultados impressionam nas diversificadas formas e referências à flora, à fauna, à sociedade de consumo. Ao discorrer sobre os entes misteriosos, que surgem em suas matrizes, diz serem os protetores das florestas e matas ameaçadas de extinção.
Hélio Nomura vive e trabalha em sua cidade natal, Ichinomiya, no Japão e prepara-se para visitar vários centros mundiais com sua arte. Anteriormente, com obra plástica convencional - que transitava entre o desenho, a pintura e objetos tridimensionais - participou de exposições em Nova Iorque, Tóquio, Paris e Lisboa, além de realizar exibições coletivas, incluir obras em coleções particulares, templos, museus do Japão e de outros países.
Como um pássaro misterioso, Nomura mergulha e recupera seu céu de condor com estes novos vôos criativos. Ao trocar os pincéis e tintas pelos recursos digitais, cria uma obra ímpar, original, surpreendente em sua ética e estética, que reflete inquietações e possibilidades de nosso tempo.
Além da beleza e do mistério, que brotam destas obras, destacam-se as vinculações que ele cria com as questões ambientais, aludindo a entes e duendes da floresta, seres do bem que, segundo ele, defendem o planeta da degradação.
Hélio Nomura apresenta em Helium2 uma série de peças únicas em 3D, impressões em metacrilato (em tiragens de cinco exemplares) e uma única tiragem de gravuras, 20 exemplares, sobre papel Dürer, chamando atenção para questões eminentes, como as das ecologias, interiores e exteriores, a serem sempre preservadas.
Paulo Klein
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