Maurício Nogueira LIMA 
Recife (PE) 1930 – Campinas (SP) 1999 

Maurício Nogueira Lima, pintor, artista visual, artista gráfico, arquiteto, desenhista e professor. Sua família mudou para São Paulo quando ele tinha apenas 2 anos de idade. Aos 17 anos foi morar em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) onde estudou Artes Plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; depois voltou para São Paulo onde cursou comunicação visual, desenho industrial no Instituto de Arte Contemporânea do Masp (época em que conheceu Alexandre Wollner, Antônio Maluf e o professor Leopoldo Haar), propaganda na Escola Superior de Propaganda do Masp e se graduou em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista em 1951. Dois anos depois passou a fazer parte do Grupo Ruptura (a convite de Waldemar Cordeiro) e com eles participou de diversas mostras de arte construtivista no Brasil e em alguns países da Europa (como a exposição de Arte Concreta {Konkrete Kunst} organizada por Max Bill em Zurique).

Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna em diversos países como Brasil, Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Paris e Londres. Fez parte do Salão de Outono (Paris). Suas obras estiveram presentes no Ministério de Educação e Cultura (Rio de Janeiro), nas Bienais de 1955 a 1967, na Exposição Nacional de Arte Concreta, na mostra Panorama da Arte Atual Brasileira e na mostra Tendências Construtivas (todas em São Paulo).

Recebeu o convite, em 1954, para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura.

Foi projetista de feiras e exposições. Criou a logomarca e a programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil e executou as primeiras instalações no Salão do Automóvel para Willys Overland e para Henry Ford.
Nogueira sempre foi um artista-educador de múltiplas facetas (tanto discente como docente). Como professor, ministrou em diversas instituições (Universidade Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado, Faculdades de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, da USP e de Santos), foi coordenador do departamento de Desenho e Plástica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tatuí e diretor do curso de Desenho e Plástica da Faap. Na FAU/USP concluiu seu mestrado e doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas.

Pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão).

Maurício Nogueira Lima iniciou seus trabalhos na pintura figurativa. Ao longo de sua vida passou pela Pop Art, pelo construtivismo, pelo concretismo e por fim se dedicou ao geometrismo (composição abstrata geométrica e composição com temas de iconografia de massas).

Mudou para Campinas em 1996 morando lá até sua morte três anos depois. Depois de sua morte, inúmeras exposições póstumas foram realizadas.



Maurício Nogueira LIMA 
Recife (PE) 1930 – Campinas (SP) 1999 

Maurício Nogueira Lima, painter, visual artist, graphic artist, architect, designer and teacher. His family moved to São Paulo when he was only two years old. At 17 he moved to Porto Alegre (Rio Grande do Sul) where he studied Fine Arts at the Institute of Fine Arts at the Federal University of Rio Grande do Sul; then returned to São Paulo where he studied visual communication, industrial design at the Institute of Contemporary Art MASP (time he met Alexandre Wollner, Antonio Maluf and Professor Leopoldo Haar), advertising in the School of Advertising MASP and graduated in Architecture and Urbanism at the Mackenzie Presbyterian University. 

Worked in the field of visual communication being one of the responsible for the renewal of the Arts Poster Paulista. Two years later in 1951 became part of the Break Group (invited by Waldemar Cordeiro) and they participated in several exhibitions of constructivist art in Brazil and in some European countries (such as exposure of Concrete Art) (Konkrete Kunst organized by Max Bill in Zurich). 

Participated in several editions of Paulista Modern Art Exhibition in several countries such as Brazil, Buenos Aires, Rosario, Santiago, Lima, Rome, Paris and London. He was part of the Salon d’Automne (Paris). His works were present at the Ministry of Education and Culture (Rio de Janeiro), the biennial 1955-1967, at the National Exhibition of Concrete Art in the Panorama of Brazilian Art and Current Trends shows Constructive (all in São Paulo). 

Received an invitation in 1954 to represent Brazil at the 27th Venice Biennale, however, refused to submit because they have denied the participation of other members of the Group Break. 

Was a designer of fairs and exhibitions. Created the logo and the visual programming of the 1st International Exhibition of Textile and performed the first installations in Motor for Willys Overland and Henry Ford. 

Nogueira has always been an artist-educator multifaceted (both student and teacher). As a teacher, taught at several institutions (Universidade Mackenzie, Armando Alvares Penteado Foundation, College of Architecture and Urbanism Brás Cubas, USP and Santos), was coordinator of the Department of Design and Plastic, Faculty of Philosophy, Sciences and Letters of Tatura and course Director of the Design and Plastic FAAP. In FAU / USP completed his MA and Ph.D. in Urban Environmental Structures. 

He painted murals at Largo São Bento Station in the Building Science, and Santana in São Bento Metro stations in Roosevelt Square, in front of the MAC / USP and made a painting on the High Side Costa e Silva (popularly known as Minhocão in São Paulo, Brazil). 

Maurício Nogueira Lima began his labors in figurative painting. Throughout his life passed by Pop Art, by constructivism, the concreteness and finally devoted himself to geometrism (geometric abstract composition and composition with themes of iconography mass). 

Moved to Campinas in 1996 living there until his death three years later. After his death, numerous posthumous exhibitions were held.



Nanquim sobre Papel
Ano 1951
23x30cm
 
Guache sobre cartão
1951
35x25cm
 
Técnica mista
sobre cartão
ano 1969, 28x28 cm 
 

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