Arnaldo Ferrari 
São Paulo (SP), 1906 - 1974

Muda-se com a família para Curitiba e frequenta o curso de desenho da Sociedade Garibaldi. Seguindo a profissão do pai, começa a trabalhar como pintor decorador, desenhando frisos decorativos para residências. Entre 1925 e 1935, já de volta a São Paulo, estuda artes decorativas, desenho e pintura no Liceu de Artes e Ofícios. Assim como Volpi, executa decorações para palacetes, dedicando-se a pintura somente nos momentos de folga. Em 1934 aluga com alguns amigos um ateliê no Edifício Helena e, pela amizade com Mario Zanini, aproxima-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Seu trabalho nesse período apresenta semelhanças com desses pintores, principalmente no que se refere aos temas, como as naturezas-mortas e nus realizados em ateliê e as paisagens de tons impressionistas dos arredores de São Paulo. Buscando uma formação mais acadêmica, faz o curso de pintura, a partir de 1936, por dois anos, na Escola Belas-Artes São Paulo, onde é aluno de Enrico Vio. Entre 1950 e 1959 participa do Grupo Guanabara, ao lado de Tomie Ohtake, Ianelli Fukushima. A partir de 1951, a presença marcante do abstracionismo geométrico na I Bienal de São Paulo e as teorias de ensino artístico de Torres-Garcia, expressa um “Universalismo Construtivo”, o estimulam a iniciar o processo de depuração do real em sua obra. Através da representação de fachadas, chega à abstração geométrica em 1958. Em plena fase construtiva, realiza sua primeira mostra individual em 1960 na Galeria de Arte da Folha, voltando no ano seguinte na Galeria Aremar, em Campinas, e em 1964 na Galeria NT-Novas Tendências, em São Paulo de retrospectiva no Paço das Artes em 1975, cujo catalogo traz textos de seu constante estimulador Theon Spanudis, além de José Geraldo Vieira e Mario Schemberg. Figura na VII, VIII e IX Bienais de São Paulo. Participa ainda das mostras Tradição e Ruptura (FBSP, 1984) e Bienal Brasil Século XX (FBSP, 1994).



Arnaldo Ferrari 
São Paulo (SP), 1906 - 1974

When Arnaldo Ferrari was twelve years old, he and his family moved to Curitiba, the capital of the state of Paraná. There, he enrolled in a drawing course at Sociedade Garibaldi. Just like his father, Ferrari initially worked in Curitiba as a house decorator, paiting frescoes in upper-class homes. After returning to São Paulo, he estudied decorative arts, drawing, and painting at the Liceu de Artes e Oficios, from 1925 to 1935. As was the case with the painter Alfredo Volpi, Ferrari earned a living by decorating mansions, pursuing his painting on a freelance basis. In 1934, persuaded by a group of friends, Ferrari rented a workshop at the Santa Helena building, where-due to his close friendship with Mário Zanini – he came in contact with the other artists of the Grupo Santa Helena. At that time, Ferrari´s production revealed similarities to the work of all these artists, mainly regarding the themes, still lifes, and nudes painted at the workshop, as well as the Impressionistic works painted near São Paulo. Ferrari pursued academic studies in painting for two years at the Escola de Belas-Artes de São Paulo, under the tutelage of Enrico Vio. The artist was also a member of the Guanabara Group (1950-59), Ferrrari focused on depicting architectural facades, and through this exercise, he achieve geometric abstraction in 1958. Two year which included Tomie Ohtake and Arcângelo Ianelli. Geometric abstraction was at its peak in 1951 due some key factors, such as the First São Paulo Biennial and the publication of Universalismo Constructivo [Universal Coonstruction] which brought together Joaquim Torres-Garcia´s theories on art and teaching. This stimulus forced Ferrari to take stock of what was actually real in his works. Later, his work could be characterized as Constructive art, and he exhibited such works in his first solo exhibition at the Galeria de Arte das Folhas. This exhibition was followed by shows at the Galeria Aremar (Campinas) in 1961 and at the Galeria NT-Novas Tendências (São Paulo) in 1964. His work was the subject of a 1975 retrospective organized by Paço das Artes. The accompanying exhibition catalogue included texts by the poet and main promoter of his work, Theon Spanudis, and by the physicist and art critic Mário Schemberg. Ferrari was invited to take part in the 7th, 8 th, and 9th São Paulo biennials, and his work was also featured in important exhibitions such as Tradição e Ruptura [Tradition and Rupture] (1984) and Bienal Brasil Século XX [The 20th-century Brazil Biennial] (1994), both organized by the São Paulo Biennial Foundation in 2003, the Museu de Arte Contemporânea USP displayed Ferrari´s works in 40 anos: interfaces contemporâneas [40 years: Comtemporary Interfaces].



 Composição II 
Óleo sobre tela 
Déc. de 60 - 37x49 cm
 
Composição XIV
Óleo sobre tela
1965 - 100x135 cm 
 
Sinfonia Policromática
Óleo sobre tela
1967 - 100x135 cm
 
Composição V
Óleo sobre tela
1969 - 74x68 cm
 
Óleo sobre tela
1966
70x50 cm
 
Guache sobre cartão 
Déc.50
25x37cm
 
 Óleo sobre cartão
Déc. de 50
20x29cm
 
Óleo sobre cartão
Déc. de 50
16x21 cm
 
Óleo sobre papel
Déc. 50
20x28 cm
 

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